Episódio #11 Sem puns de unicórnio

May 26, 2026 |
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Não é sobre amanhã, é sobre como estás a viver o agora. Um audio para nos lembrar que isto tudo pode acabar num ápice.

Esta semana gravámos um episódio diferente. Sem música de fundo, sem jingles bonitos, sem distrações, só voz.

Às vezes a vida despe-nos de tudo o que é acessório e deixa-nos frente a frente com aquilo que realmente importa.

Recentemente, perdemos a Sofia, ou melhor, perdemo-la fisicamente, porque há pessoas que continuam demasiado presentes para desaparecerem realmente.

A Sofia deixou-nos uma daquelas lições que todos achamos já saber: a vida é curta, o tempo não está garantido.

Devemos viver mais devagar, mais presentes, mais conscientes.

Nós sabemos isto. Todos sabemos, mas há momentos em que esta verdade deixa de ser uma frase bonita de Pinterest ou Instagram e transforma-se num murro no estômago.

Há perdas que nos abanam de uma forma tão visceral que é impossível continuar a dormir em pé.

Talvez seja precisamente isso que elas venham fazer: acordar-nos.

A morte tem esta capacidade estranha de nos recordar da vida, da nossa finitude, das conversas adiadas.

Dos sonhos deixados “para quando houver tempo”.

Da quantidade de dias que vivemos em piloto automático à espera da motivação certa, da segunda-feira certa, da fase certa.

Mas a verdade é desconfortável:
a vida não começa quando estivermos mais organizadas, mais disciplinadas ou menos cansadas. A vida está a acontecer agora.

E é exatamente sobre isso que vamos falar no workshop online do próximo dia 13 de Junho.

Não sobre mudar de vida da noite para o dia, não sobre produtividade tóxica nem fórmulas milagrosas.

Mas sobre presença, sobre escolhas pequenas.

Sobre micro hábitos aparentemente insignificantes que, repetidos diariamente, mudam a forma como vivemos, sentimos e aparecemos na nossa própria vida.

Porque a transformação não aconteça nos grandes momentos.
Acontece:

  • na forma como começamos a manhã;
  • na coragem de pousar o telefone;
  • nos limites que finalmente colocamos;
  • nos cinco minutos em silêncio;
  • na caminhada que fazemos mesmo sem vontade;
  • no copo de água;
  • no descanso sem culpa;
  • na decisão diária de não esperar pela motivação para cuidar da nossa vida.

A Sofia lembrava-nos constantemente de viver e talvez a melhor forma de honrar quem parte seja esta:

pararmos de adiar a vida enquanto ainda cá estamos.

Dia 13 de Junho (podes registares-te aqui) vamos conversar sobre isso.

Porque no fim, talvez a grande pergunta seja apenas esta:

quando a vida nos encontrar… estaremos verdadeiramente vivos?